Universidades estão explorando novas possibilidades de ensino através do second life (SL), um simulador da vida real em um mundo virtual totalmente em três dimensões. De olho neste mercado, cerca de cem instituições de ensino nacionais e internacionais estão recriando o modelo de aprendizagem tradicional no mundo virtual. Os estudantes de Brasília podem participar dos cursos via on-line.
Diferentemente das aulas tradicionais a distância, via internet ou por teleconferência, no second life os alunos podem interagir com professores e com seus colegas de classe. Como em outros cursos, no SL existe bate-papo e correção de exercícios, com a facilidade de poder gravar ou fotografar as aulas. Percebendo essas vantagens que as Faculdades Senac e as Universidades Mackenzie e Presbiteriana Anhembi Morumbi já criaram suas sedes virtuais.
O Senac concluiu recentemente a primeira semana de aulas virtuais, realizadas na Ilha Brasil Corporativo do SL. Segundo o blog Mundo Linden, da publicitária Débora Perenti, ele é a primeira escola brasileira a realizar atividades educativas no metaverso - como é chamado o local. Até o momento a escola oferece cursos básicos de criação de objetos 3D no SL, e integração de recursos do photoshop.
As aulas duram uma hora por dia e os alunos podem interagir com o professor tirando dúvidas acerca do conteúdo, além de fazerem downloads de apostilas. A atendente de matrículas do Senac, Juliana Lima, afirma que a primeira turma encerrou as inscrições com excesso de alunos. “Devido ao sucesso dos cursos, o Senac está programando o módulo avançado do curso de criação de Objetos 3D”, afirma.
Além de utilizar o espaço para realizar cursos online, as universidades também buscam novos alunos com ações de marketing. Como é o caso da Universidade Mackenzie, que, segundo o jornal Valor Econômico, estreou no second life em abril deste ano com um investimento de R$ 50 mil.
As próximas a se instalarem serão a Universidade de São Paulo (USP) e a Pontifícia Universidade Católica, também de São Paulo (PUC-SP). Ambas anunciaram a parceria para agosto. Nesse ritmo, o second life pode virar uma nova ferramenta de educação a distância
“O fato de você se ver presente na sala de aula com seu avatar e poder interagir com os colegas e professores colabora para um maior envolvimento dos alunos”, afirma na matéria a coordenadora de informática na educação do Mackenzie.
FONTE: http://www.comuniweb.com.br/?idpaginas=20&idmaterias=272975
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
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